Tempos contemporâneos
Vestiu-se minimamente de seda e renda como se vergonha fosse tê-la. Estava afoita, sedenta de amor e acalentos, e a noite era aquela. Bastava de perfumes e espelhos, era hora de sair do banheiro e ir para o quarto da suíte - era hora de sentir-se mulher.
Abriu a porta lentamente, revelando, de forma sutil mas provocadora, suas curvas, que naquele momento encontravam-se favorecidas pelos minúsculos panos que logo enfeitariam o chão. Caminhou a passos longos mas vagarosos até a cama com seu olhar mais insinuante. Delicadamente deslizou a mão pelos lençóis brancos de algodão egípcio enquanto exalava sensualidade a cada leve e penetrante suspiro. Ela estava pronta.
Sentou-se na ponta da cama e inclinou-se na sua direção. Começou a tirar lentamente as roupas dele; cada toque em sua pele suave fazia as extremidades dela estremecerem. Beijou-o passionalmente e guiou as mãos dele para que a desnudasse. Ela mal podia esperar para deslizar aqueles mesmos lábios de ponta a ponta naquele corpo quente contra o qual ela roçava-se.
Mas ele não fez coisa alguma. Não beijou-a de volta nem moveu-se para despir o pouco que ela vestia. Apenas, momentos depois, tirou-a de seu topo. Levantou-se e passou as mãos pelo seu rosto e cabelo negro. Deu dois passos para cada lado do quarto, olhando para seus pés, enquanto era mirado pela mulher, perplexa:
― Não sei mais o que fazer para trazer-te para mim! Nada parece suficiente. Estás matando-me, homem! Pois diga, então, o que queres!
E, como mais nada se faria necessário, simplesmente respondeu:
― Falo!
Abriu a porta lentamente, revelando, de forma sutil mas provocadora, suas curvas, que naquele momento encontravam-se favorecidas pelos minúsculos panos que logo enfeitariam o chão. Caminhou a passos longos mas vagarosos até a cama com seu olhar mais insinuante. Delicadamente deslizou a mão pelos lençóis brancos de algodão egípcio enquanto exalava sensualidade a cada leve e penetrante suspiro. Ela estava pronta.
Sentou-se na ponta da cama e inclinou-se na sua direção. Começou a tirar lentamente as roupas dele; cada toque em sua pele suave fazia as extremidades dela estremecerem. Beijou-o passionalmente e guiou as mãos dele para que a desnudasse. Ela mal podia esperar para deslizar aqueles mesmos lábios de ponta a ponta naquele corpo quente contra o qual ela roçava-se.
Mas ele não fez coisa alguma. Não beijou-a de volta nem moveu-se para despir o pouco que ela vestia. Apenas, momentos depois, tirou-a de seu topo. Levantou-se e passou as mãos pelo seu rosto e cabelo negro. Deu dois passos para cada lado do quarto, olhando para seus pés, enquanto era mirado pela mulher, perplexa:
― Não sei mais o que fazer para trazer-te para mim! Nada parece suficiente. Estás matando-me, homem! Pois diga, então, o que queres!
E, como mais nada se faria necessário, simplesmente respondeu:
― Falo!

3 Comments:
Sobre o texto:
Fantastico...se bem que eu esperava uma reação mais empolgado do "homem". Credo, que cara mais apático...(alias...o que ele falou?)
sobre a autora: 50 anos de alma é genial.
ah..tbem amo a terra da garoa.
Caracaaaaaaaa.
15 anos trabalhando como redator e não percebi a sutileza.
Nota 10 para o texto.
Nota zero para o sorvetão aqui.
rsrs
Eu odiei esse cara!
Mas, me diga, o que aconteceu antes dessa cena?
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