sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Soneto Indagatório


O dilema entre o certo e o errado,
Questão entre a razão e a emoção,
É esse medo errôneo canalizado
Em dúvida que exprime indecisão.

Todo suspiro está exasperado,
Cada pegada já não é canção:
É a agonia que tem demonstrado
A maleficidade da questão.

Até descobrir onde eu estou,
A estrada tortuosa por aí vai
E todo esse tempo virou breu.

A pergunta se tornou o meu vou,
O futuro é destino que distrai.
Eis uma delonga que não morreu.


14.maio.2007

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Pobres Escolhas


É o "bom dia" todo dia,
É a intimidade do berço,
São tantos olás e adeus
E tudo que se encontra no meio:
Achas que te trariam qualquer direito,
Por trás de véus que pareciam negros,
De manchar almas de carmim.
Pintas-me de escuridão
Pela tua branca ignorância.

Tua falta de zelo condenou-te
A perder tua bela flor
Assim como tua competitividade
Fez esquecer-te de tais pétalas.


09.nov.2007

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Jovem


Tu falas e pensas que és sábia, tu cantas e acreditas ser rouxinol, tu danças e achas que o mundo treme aos teus pés.

Mas, Jovem, o sol não nasce toda manhã para brilhar para ti, é para todos nós. As estrelas estão no céu e todos nós podemos vislumbrá-las, não só os teus minúculos olhos. Somos todos capazes de alcançar patamares inimagináveis em dado momento e esquece-te de que estar sob tímidos holofotes noite e outra não faz de ti divindade.

Tudo é passageiro e furtivo: teu sorriso, tua beleza, tua vida. Somos insignificantes perante planetas e galáxias, e é de uma audácia imensurável pensar que todos derramariam-se em lágrimas por vontades patéticas tuas. Surpreender-te-á como tal tua vaidade tirará de teus braços aqueles poucos dois ou três que ainda suportam tua arrogância.